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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

CIÚME DE VOCÊ

P: Acho que não vai ter nenhuma estratégia de marketing e propaganda para o meu caso. Tento me controlar, mas não consigo: sou ciumenta mesmo! Já teve namorado que rompeu comigo por conta disto. Mas ciúme é sinal de amor. Ou não? O que posso fazer? Nádia, Montes Claros

R: Nádia, o que o ciumento quer? Garantir a fidelidade! É tudo que as empresas desejam - e se a gente considerar que o ciúme é algo obsessivo, que geralmente é um exagero ou distorção da realidade, dá para aprender um pouquinho com o marketing, sim. Ciúme é que nem aquele vendedor que gruda no pé: você diz que está só dando uma olhadinha, mas ele continua insistindo... Você diz que não ficou bem, ele fala que ficou fantástico! Ou seja, por mais que se diga uma coisa, o ciumento entende outra. Esta foto mostra bem como nem sempre o que vemos é real! Responda: onde estão os camelos?

Os camelos são as pequenas manchas em branco. O que está em preto é a sombra!

DECISÃO TOMADA
A percepção da realidade pode ser facilmente distorcida (a propaganda subliminar está aí para comprovar isto). No amor é a mesma coisa – se a pessoa está com alguém, é porque quer. Se não quiser... Com ciúmes ou sem ciúmes, nada feito! Para conquistar a fidelização, as empresas partem do princípio de que é mais fácil manter a relação com um cliente, do que conquistar outro, só que é impossível conquistar na marra. Elas ficam atentas ao que o cliente quer, falam a sua linguagem, dão liberdade de escolha, prometem e cumprem. Quer coisa pior do que aquelas empresas, quando você vai reclamar de alguma coisa, ficam sempre desconfiando? Até parece que todo mundo está querendo sempre passar a perna no outro.

QUEBRA DE CONFIANÇA
O problema é quando ocorre a quebra de confiança - caso de produtos com defeitos, prazos de entrega falsos e daí para frente. O PROCON esta aí e não nos deixa mentir. A confiança entre empresa-cliente é construída sem intrusão, mas com parceria, lado a lado. O cliente tem um problema e o produto ou serviço oferecido RESOLVE este problema e ainda oferece um benefício adicional. Se a empresa em vez de ser parte da solução do problema cria outro... Fora com ela! E são muitas as empresas que sumiram do mapa, por não respeitarem o cliente, seus hábitos e forma de pensar. A Campbell, cujas latas de sopa foram imortalizadas por Andy Warhol (sim, o mesmo da frase "todos terão direito a 15 minutos de fama", que o famigerado programa Big Brother confirmou), tentou conquistar o mercado brasileiro. Não conseguiu. Motivo? Ignorou as características culturais de quem de fato decide: o consumidor.

A ESTRATÉGIA
1. Desconfiar é erro fatal. Espanta mais do que alho espanta vampiro.2. Colocar-se na posição do outro é difícil, mas não impossível. Entender como e porque o outro age desta ou daquela forma ajuda – e muito.
3. Invista em criar espaços de espaços de liberdade e opção.
4. Antes de tomar o incerto pelo certo, é bom olhar duas vezes o cenário. As aparências enganam!