segunda-feira, 16 de junho de 2008

Xô, rotina!

P.: Depois de anos de namoro, casamento, filhos e a rotina de trabalho, contas-a-pagar, manter a magia da paixão parece um esforço sobre-humano. Existe uma poção mágica para resgatar aquela energia que nos faz mover montanhas e eliminar a síndrome da 2a feira da minha vida? Rô, Niterói

R.: Aquele cansaço que invade as madrugadas de domingo, antecipando uma semana sem grandes desafios ou paixões pode ser vencido, sim. O problema é romper o círculo vicioso: quando as energias estão em baixa e a paixão se escondeu no ralo da pia, fica até difícil tentar um gesto que pode mudar o cenário. Parece que não vale a pena! A dúvida é o quanto insistir na mesma situação – seja um emprego, namoro ou casamento – ou quando é hora de romper com tudo e partir para outra.

O ciclo-de-vida
Em marketing usamos o conceito de ciclo-de-vida. Isto mesmo. Ciclo-de-vida. Os produtos nascem, crescem, envelhecem, morrem. Alguns produtos e serviços possuem ciclo-de-vida curto. Outros, muito longo. Saber em que momento está um produto ou serviço é super-importante, porque as formas de agir e atuar em cada fase são diferentes. Um produto recém lançado precisa conquistar seu espaço; precisa de muito apoio. Depois, começa a “caminhar com suas próprias pernas”. Finalmente, começa a perder clientes – enfim, encaminha-se para a “morte”. Os sinais? Os concorrentes avançam, a equipe de vendas fica desmotivada e o produto – ninguém sabe, ninguém viu. E agora?

Decisões difíceis
Dois caminhos aparecem: um, fazer ajustes, para ampliar o ciclo-de-vida, ou seja, dar uma “sobrevida” ao produto ou serviço. Uma injeção de ânimo. O outro caminho é deixar o produto desaparecer (por morte natural ou retirada do mercado – uma verdadeira eutanásia). A decisão não é fácil pois, ao contrário do que se pensa, não basta verificar a lucratividade, numa conta simples. Deixou de dar lucro, retira-se o produto ou o serviço. Existem linhas que são mantidas, mesmo deficitárias, porque contribuem para manter uma imagem de status, para formar futuros clientes, para fidelizar, para garantir confiabilidade, para apresentar um diferencial ou para ocupar um pequeno segmento estratégico.

Movimento constante

O que se percebe disto tudo é que, independente da decisão tomada, não dá para ficar parado. A lista de falência está repleta de empresas que sucumbiram à indecisão e à mesmice. A Coca-Cola ao tentar alinhar sua fórmula (mais doce) fracassou. Mas tentou. Talvez um problema de leitura incorreta de tendências de mercado. Paradoxos dos tempos modernos – o combate ao açúcar x aumento do consumo de doces. No entanto, continua ajustando sua embalagem e mensagem. Os datilógrafos foram substituídos por digitadores. Opções de eletrodomésticos menores foram desenvolvidas para se adequar a casas e famílias também menores. Os ajustes são realizados levando-se em consideração aquilo que o produto ou serviço apresenta de potencialidade (o que pode vir a ser) e aquilo que o mercado deseja, as expectativas. E você, já parou para pensar nas suas potencialidades e as expectativas do dia-a-dia?

A estratégia
1. Conscientize-se em que etapa do ciclo-de-vida sua relação –profissional ou amorosa- se encontra.
2. Pense nos benefícios que obtém nesta fase e que impedem que você altere o ciclo. Por exemplo: segurança; reconhecimento; menos gasto de energia (sim, enfrentar situações novas demanda muita energia!).
3. Organize novamente seus objetivos em função do seu potencial. Onde você gostaria de estar? Como gostaria de estar? Utilize poucas palavras ou um desenho para visualizar a situação. Este é o seu desafio.
4. Mapeie o outro lado - as pessoas que a cercam. Não dá para mudar as características destas pessoas, mas ao descobrir o que elas desejam e sonham, utilize isto como impulso para renovar sua vida.
5. Experimente ajustes: novos estilos, novas leituras, nova postura, um novo lazer. Pequenos passos são significativos – não precisa começar trocando de relação ou profissão: esgote as possibilidades primeiro. Você pode errar com as mudanças – como a Coca-Cola – mas é sempre um aprendizado. E aprender é manter-se vivo.

PS: Enquanto isto... A Cristiane já mandou todas as informações que eu precisava para fazer os cartões. Agora, criei alguns layouts (esboços), que vou enviar para ela "palpitar" e depois ajusto, antes de finalizar. E sim, pessoal! Novos brindes virão... Afinal, adoro criar! Mas primeiro vamos ver se estes cartões aprovam, certo?

11 comentários:

Herbert Drummond disse...

Olá Ethel!
De passagem para lhe deixar um abraço e passear pelo Womarket que, aliás, está cada vez mais elegante e melhor.
Amiga (acho que posso chamá-la assim), os leitores do Oficina de Gerência estão ansiosos pelo seu artigo. Parece que houve um tilt em nossa troca de mensagens e eu fiquei sem saber direito o que você queria com as escolhas dos temas. Entendi que a escolha era minha e - ambicioso - escolhi os tres temas. Todos excelentes. Portanto, Ethel, nos dê - a mim aos visitantes do meu blog - o privilégio de contar com um texto exclusivo do Womarket. Vou aguardar, posso?
Grande abraço e sucesso!

Angela disse...

oie

passando aqui prá ler e desejar uma boa semana!!

bjooo

Ricardo Rayol disse...

algo a se pensar com muita reflexão.

Georgia disse...

Ethel, mudar é preciso e digo isso sempre. Com o passar dos anos, seja em qual área da nossa vida queremos mudar. Precisamos fazer algo novo e diferente. Fazer novos cursos, uma viagem para que haja expansao é sempre muito bom.

(Ai que essas letras para se liberar o comentário é um pé, viu...)


Boa semana

universodesconexo disse...

E eu aqui to que nem a Coca-Cola :). Vivo mudando... vou desde mudancas radicais como cidade, emprego, pais, casa, ate nas coisas pequenas, como lazer, leitura, marca da pasta de dente, shampoo :) O fato eh que quando vejo o tedio chegando, nao consigo ficar sem mudar algo. Uma especie de faniquito :) Alias, acho que a Coca-cola tambem eh assim pois eles vivem mudando as coisas.

Adorei seu texto Ethel. Otimas dicas para aumentar a vida util da relacao.

beijos e vou esperar o proximo brinde... quem sabe eu nao ganho ne nao ?

Lys

Lucia Cintra Stevenson disse...

Eu nao gosto de rotina. Se algo dura muito tempo, eu comeco a ficar inquieta e impaciente pra uma mudanca e ja fiz isso com muita coisa na minha vida. Estou comecando a entrar nessa fase de novo com o meu atual emprego e ja estou tomando os passos necessarios pra ver se consigo mudar um pouco. Quero sempre crescer, aprender e ter coisas e experiencias novas na minha vida. A sorte do maridao e' que sua presenca e' a unica coisa que nao quero que mude... ele e' minha rocha, mas tudo mais pode mudar.

Sonho Meu disse...

Eu guento uma rotina numa boa. Ou melhor eu guento uma rotina boa...se nao dar mais...pé na bunda é a solucao.

Cristiane disse...

Oi, recebi sim o seu email, porém ainda não consegui me decidir por qual deles, adorei a cor escolhida sou fã de azul, logo me decido e te dou a resposta.
Estou com a vida um pouco atropelada, por isso ainda não tinha retornado o email.

janaina de almeida disse...

Olá Ethel,
também concordo que não se deve matar um produto, e sim ajustar, cirar novas adaptações.isso também é bom para o nosso ciclo de vida.
Já vi pessoas que mudaram de profissões ene vezes e nada dá certo.Penso que o problema está com a pessoa.tem que refletir, pois numa profissão dá para se ver muitas vertentes.pensar não dói.
A não ser que queira dar um novo rumo, mas aí é outra história.
um forte abraço e tenha uma excelente semana, beijos.

cynthia disse...

Oi, Ethel! Muito obrigada pelo post, era tudo o que eu precisava ler agora.

Roseane, disse...

Boas dicas, gostei!